quarta-feira, 10 de abril de 2013

Baile de Mascaras

Era jovem e no rosto, um marca o condenara. Uma pinta de nascença, enorme sujava seu rosto. No lugar, uma mascara de panqueique e base bege cobria o horrendo fato: virou personagem.

Um psicanalista, behaviorista e cretino, ensinou a criar mascaras para "lidar" a auto-imagem. Vício em análise e teoria de grupo: Preferia ter com mascarados, frágeis pintados de monstros.

Nesse baile veneziano Jorge conquistou, subiu na vida. A medicina, após anos, teve exito em limpar a mancha, mas ele nunca abandonou a mascara, "ó avatar do sucesso!". E, de praxe, recusava-se a reconhecer uma face limpa e sincera como um igual...

por Coronel Malaquias

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