Dorote era mãe. E como toda mãe, defende o filho. Como toda mãe, quer o bem, torce e luta pelo filho. Prole é sagrada. Dorote reza.
Ricardo é filho. E como todo filho, é jovem e cretino. Não reconhece o valor dos progenitores, dos amigos, dos amores, da sociedade. Como jovem, se arrisca e erra.
Era fim do conclave, Dorote assistia atenta ao cerimonial. Ficou emocionada com o novo Papa americano, sentindo-se parte daquilo tudo. Aquele momento era consolo em meio a tanta dor. Até chegar Ricardo.
Doido de pedra e direto da boca, veio para levar a TV, prometida em dívida. Dorote se opôs, era seu último bem, último valor, sua última alegria. E insistente não deixou barato: "ao menos deixa ter a primeira benção de Francisco".
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Em tempo: Ela havia perdido tudo com um filho que viva dando "Capote" na própria casa, bancando o vício. Fora viciada em bingo também, vá lá. Mas isso é outra história, todos têm seus pecados.
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Fé, ódio e loucura. O sangue de Ricardo subiu à cabeça, enquanto o da mãe corria ao chão. Dorote subia aos céus a golpes da faca de cozinha. Em seu último suspiro rogou: "Perdoa, ele não sabe o que faz". No fundo sabemos, ninguém teve culpa...
Fumaça branca de Francisco, em nome de Pedro. Fumaça amarela de Ricardo, em nome da pedra. Dorote, com fé, alcançará as nuvens em nome de Jesus. Amém.
Por: Coronel Malaquias
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sexta-feira, 22 de março de 2013
sábado, 16 de junho de 2012
Casa de swing? Sexo? Bebida?
"Sempre fui um frequentador assíduo de casas de swing. Falo pra minha mulher que jogo bola nos sábados à tarde, mas sempre vou a uma swingueira perto da minha casa pra fugir da rotina. No próximo dia 23 de junho, abrirei uma exceção, vou ao bar do Amigo Leal prestigiar o lançamento do livro 'As melhores histórias do Corrosivo Coletivo'". (Deoclécio Campanário, 45 anos, empresário e swinger)
"Tô meio depressiva. Sinto que no próximo sábado, 23 de junho, meu flat ficará às moscas. Meus clientes, que gostam de coisas sujas, sexo selvagem e fantasias escatológicas certamente estarão presentes no lançamento do livro 'As melhores histórias do Corrosivo Coletivo'". (Priscila Boca de Veludo, 26 anos, modelo e atriz)
"Sou um homem religioso, digno, respeitoso. Mas no fundo, no fundo, gosto do submundo, de swing, de sangue, de cachaça, vez ou outra até bato um tambor. Quando quero encontrar regozijo, leio as histórias do Corrosivo Coletivo, por isso, certamente estarei na festa de lançamento". (Adamastor Sereno, 53 anos, bispo e administrador de empresas)
"Tô meio depressiva. Sinto que no próximo sábado, 23 de junho, meu flat ficará às moscas. Meus clientes, que gostam de coisas sujas, sexo selvagem e fantasias escatológicas certamente estarão presentes no lançamento do livro 'As melhores histórias do Corrosivo Coletivo'". (Priscila Boca de Veludo, 26 anos, modelo e atriz)
"Sou um homem religioso, digno, respeitoso. Mas no fundo, no fundo, gosto do submundo, de swing, de sangue, de cachaça, vez ou outra até bato um tambor. Quando quero encontrar regozijo, leio as histórias do Corrosivo Coletivo, por isso, certamente estarei na festa de lançamento". (Adamastor Sereno, 53 anos, bispo e administrador de empresas)
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