quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

Na levada do swing

A música alta, as paredes suando e corpos, diversos corpos, se tocando, se entrelaçando.
Alguns quartos lotados, os sofás de couro sendo amaciados por gente de toda espécie.
O grito alto do bebê, boletos, contas vencidas, amontoados, se acumulando.
Os pequenos cômodos lotados, os sofás rasgados, lotados por parentes.
Entra e sai. Bombando aqui, bombando ali. Chupando uma aqui, outra pequena acolá. Gritaria, gemidos.
Em casa, o bingo da semana. Entra e sai gente. Uma senhora sentada no banco de cá, outra, de lá. Acertou a cartela, bingo! Gritaria, gemidos de alegria!
De noite, a luxúria, a vida bandida, um monte de mulher pra comer.
De dia, o lixo, a vida quase de bandido, um monte de pipa pra resolver.
- Vem aqui, sua vez. Faz bem gostoso.
- Ah, é? Vou caprichar.
- Só você sabe fazer do jeitinho que eu gosto.
Pegou a colher de pau e, mais uma vez, fez o feijão do dia, a pedido da esposa.
No fundo, no fundo, queria fazer um swing de verdade. Pra trocar de vida.
Por: Bispo F.

2 comentários:

  1. Fiquei molhada, achei muito sensual.

    Felina do Amor.

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  2. Então vem cá minha felina, que vou fazer os bancos do meu "Iraquiano" tremer com nosso balanço.
    Dilíça!

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