terça-feira, 22 de março de 2011

Ao gosto do freguês

Roselaine era secretária. E, também, um pitéu. Sua maior satisfação era trabalhar em trajes que passeavam na fronteira entre a sensualidade a indecência. Na empresa, os companheiros de área suavam em constrangido desejo, os diretores e gerentes pigarreavam entre olhares compridos e os boys eram obrigados a correr para o banheiro mais próximo. Roselaine era uma coisa. Entre os confidentes, corriam histórias sobre performances libidinosas que assombrariam o Marquês de Sade. A mais comum era a de que gostava de ser maltratada. "Vai, me bate, me xinga, me esculacha...", costumava pedir a rapariga aos amantes ocasionais. 

Eis que um dia chegou àquela empresa o Percival. Roselaine foi tomada por um calor que há tempos não sentia e colocou na cabeça: seduziria o rapaz. Jogou charme, não economizou nas reboladas, abusou dos decotes e não deu outra: marcaram de beliscar algo no boteco do cearense na sexta-feira.

Chegado o dia, entre bolovos e goles de tubaína, decidiram ir até o sobradinho do rapaz, em Parelheiros. Mal entraram e a secretariazinha foi logo se jogando no sofá. “Vem, me maltrata, bate na minha cara, me esculacha!!!”. Percival hesitou. A garota estremecia e delirava. Em determinado momento, sem mais conseguir segurar a onda, Roselaine gritou: “Vai, Percival, me fode!!”. “Tem certeza?”, questionou. “Fode comigo”, insistiu. Percival abriu um sorriso, beijou-a na testa, a possuiu com um desejo nunca antes visto. E assim foi, até o meio-dia do sábado.

Cerca de um ano depois, um exame de HIV confirmou que o desejo de Roselaine naquela sexta-feira fora atendido. Percival realmente fodera com ela.

Por: Guinea Pig

2 comentários:

  1. ai gente é sério essas historinhas me dão um calllllllooooooooooooooorr. Affe...

    Bjinhos

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  2. Doçura, mande teu e-mail para combinarmos o rescaldo desse Incêndio em seu ser?

    Ass.: Brigada de Bombeiros Corrosivos

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