sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Os ovos e a vida

Hoje contarei uma história de sapiência da cidade de Pinharais. Lá havia um meretrício chamado Predilecta, comandado pelo Piru, pederasta famoso pelas pompósas festas que promovia.

Festas onde clientes traziam suas próprias botas de vinho, funcionárias serviam grátis em meio ao salão e estrangeiros acordavam pintados de tinta guache na cozinha. Mas deixo para detalhar tais fatos em outro momento, outro conto.

Hoje contarei sobre duas companheiras: Galega e Paty.

Paty era top. Bem top. Se destacava no salão. Era de dar gosto aos olhos. Enchia a boca, as mãos e o desejo. Seus serviços, deixavam os homens satisfeitos. Até assustados! Conhecia da arte do popoarismo, kama-sutra, tailandesas e outras massagens e estripulias. Preenchia uma cama inteira de devassidão, uma loucura! Mas tinha defeitos...

Preço baixo, baixa procura. Severa lei de mercado. Por que será?

Claro, tinha sim motivo: transava muda. Sem um gemidinho. Fazia seu serviço sem se mostrar. Era estranho. Satisfazia, mas não preenchia a alma do cliente. Deixava um vazio, fazia-o refletir. Ele não voltava.

Galega era mediana. Se confundia entre o cardápio. Não chamava a atenção mas merecia recomendação dos clientes. Seus serviços? Na média. Rainha do "papai e mamãe", satisfazia como uma  companheira de longa data que mal preenchia a roupa ou o leito. Suas partes, coitada, mal cabiam na mão.

Mas seu preço era caro. Muito mais caro, pois sua procura era altissima. Por que?

Seu trunfo: gemia como uma louca. E não de qualquer jeito. Sabia gemer! Do jeito que o cliente precisava, queria, gostava e tinha que ouvir para sair daquela trepada com sensação de preço bem pago. Não bastava contar aos amigos, tinha que fazê-los ouvir sua performance! Era recomendada, pois, por levantar o moral, porque, convenhamos amigos, a maioria contrata tais serviços pra isso!

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Em tempo: A diferença entre a pata e a galinha é o tamanho do ovo, o escândalo do parto e a recompensa na ração.

Por Coronel Malaquias

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