segunda-feira, 12 de março de 2012

Que puta namorada!

O baile dos mascarados estava cheio. Música alta, garotas no pole dance, bebidas e drogas pra todos lados. Evair dançava inquieto, seus olhos percorriam os aposentos e corredores repletos de gente. Rodava a pedra de gelo do whisky com os dedos, impaciente.

Evair gostava da fodelança, da metelagem, mas “queria uma puta só pra chamar de sua”, como dizia seu falecido pai.

Depois do segundo copo, com as cadeiras encostadas no balcão, seu coração acelerou. Avistou, perto dali, o paraíso. Era loira, 1,80m, tinha o lombo largo e os peitos grandes. A saia justa contornava o capô de fusca, grande e corpulento.

Não tardou para dançarem juntos. Entrelaçaram os corpos, os braços, as línguas. Evair falava baixinho:
-  Você é minha, só minha.

A pequena dava de ombros e tornava a rebolar, sempre com um maroto sorriso no rosto. A contra-gosto do macho, retrucava, incisiva:
- Não posso ser sua, gosto de tanta gente... sou de todos...

Foram pra outra festa, e mais outra. O tempo passou, engataram um namoro. Léia sempre fogosa e disposta a novas ideias e Evair enciumado, cabreiro.

Numa terça-feira qualquer, Evair resolveu fazer um churrasco com cerveja em casa. Só chamou a pequena e os mais chegados: Bartô, Vicunha, Dito, Camelão, Eder Love, Caxeta, Didico e Biribão.

Já bêbada, Léia confessou no ouvido de Evair:
- Lembra quando disse que eu era de todos? Pois é, já fodi com todos seus colegas. Uns antigamente, outros há pouco tempo, uns nas festas, outros no clube. Mas é passado né, você sabe disso.

- Estou mudado, vou fazer sua vontade de novo. Você será minha, do Caxeta, do Vicunha, de todos, como sempre quis ser. – Respondeu Evair.

Tacou um beijo na boca da moça e puxou-a para a cozinha. Passou a mão na faca, ainda molhada sobre a pia. Retalhou o corpo inteiro da namorada em pedaços bem pequenos, enquanto os outros estavam no quintal ouvindo pagode de quinta categoria.

Agora o desejo de Léia estava realizado. Poderia ser de todos, mas agora em forma de lanche de carne louca.

Por: Reverendo Lezzagon

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